“Sem Hotéis Sociais, para onde vamos?”
- José Vicente Kaspreski

- há 2 dias
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Após o fechamento de Núcleos de Convivência e o fim da distribuição de refeições no centro; nos últimos meses de 2025 a população em situação de rua foi surpreendida por mais uma péssima notícia. Em informações prestadas ao Deputado Eduardo Suplicy e à Defensoria Pública do Estado (DPE), a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) afirmou que fecharia os 23 Hotéis Sociais da capital até o final do ano. Na prática, isso significaria uma redução de 2.671 vagas de acolhimento em um momento em que a rede já está sobrecarregada.
É importante notar que, enquanto o município diz que tem menos de 30 mil vagas de acolhimento, os dados do CadÚnico já apontam que na cidade são mais de 101 mil pessoas em situação de rua. Além disso, a maioria das vagas dos hotéis sociais é destinada a públicos em maior vulnerabilidade, como pessoas com deficiência, idosos e famílias - para os quais a transferência para centros de acolhida convencionais, em outros territórios, seria muito prejudicial.
Graças à atuação da DPE, o fato de a SMADS não ter apresentado estudos que justifiquem o fechamento, a abertura de novas vagas ou planos individualizados de acompanhamento para os acolhidos foi entendido como uma grave violação de direitos pelo Tribunal de Justiça, que determinou que os Hotéis Sociais permaneçam abertos, pelo menos enquanto estes documentos não sejam apresentados. A DPE seguirá acompanhando este caso, de forma a evitar que o fechamento dos Hotéis Sociais signifique redução da autonomia dos acolhidos




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