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Direitos Humanos para as pessoas que estão em situação de rua

Cidadania Pop Rua, uma porta aberta em Santo Amaro para atender as pessoas da região

Representantes das OSCs à frente do Cidadania PopRua-SP: Rede Rua, Identidade Periférica, Instituto Becei, É de Lei e Casa Neon Cunha.  (Foto: Alderon Costa)
Representantes das OSCs à frente do Cidadania PopRua-SP: Rede Rua, Identidade Periférica, Instituto Becei, É de Lei e Casa Neon Cunha. (Foto: Alderon Costa)

Dia 30 de abril, foi inaugurado em Santo Amaro, São Paulo, um primeiro espaço para reforçar a política pública de atendimento das pessoas em situação de rua. A chapelaria irmãs Ivete e Regina já funciona desde 2025 e agora passa a fazer parte do programa “Cidadania Pop Rua” PAR (Pontos de Apoio da Rua) e CAIS (Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social). “Trata-se de um equipamento multidisciplinar para atender, da melhor forma possível e com respeito aos direitos humanos, as pessoas em situação de rua”, destacou a secretária-executiva do MDHC, Caroline Reis. Para Andreza do Carmo, coordenadora da Rede Rua, o que vemos hoje na cidade de São Paulo não é apenas o aumento da população em situação de rua, é uma reorganização forçada dessa população nos territórios. “Essas pessoas estão sendo empurradas para as margens. Santo Amaro tem sido um dos destinos desse deslocamento, mas sem o devido investimento”, conclui Carmo.

Além de atendimento por equipe especializada multidisciplinar que garante acolhimento humanizado e acesso a direitos, os novos equipamentos também vão oferecer serviços como higiene pessoal, guarda de pertences, lavanderia e cuidados pessoais.

Na mesma data também foi anunciado o 1º Censo Nacional da População em situação de rua, parceria entre o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o MDHC.

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, participou da inauguração e esteve no espaço onde funciona o atendimento. Para ele, o Censo vai ser uma oportunidade, uma espécie de pagamento de uma dívida que o sistema estatístico tem com uma parcela da população do nosso país. “Agora estamos tendo um outro olhar, contar a população que não tem domicílio e essa é uma parcela importante de reconhecimento da necessidade de estatística, mas também o próprio reconhecimento da experiência que está sendo feita aqui.” Segundo Malu Burgareli Gama, Diretora de Promoção dos Direitos da População em Situação de Rua do MDHC serão 7 unidades em São Paulo e mais 40 em 20 unidades federativas, totalizando 47 unidades. Em São Paulo, serão implantados 7 serviços do programa Cidadania Pop Rua nas regiões de Santo Amaro, Cidade Tiradentes, Santana, Cambuci, Vila Leopoldina, Brás e Sé. “É uma resposta do Governo Federal ao aumento da violência contra a população em situação de rua. Este programa vem para completar a rede”, destacou Burgareli.


O Coordenador-geral do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (CIAMP-RUA Nacional), Anderson Lopes Miranda, destacou a importância do serviço para garantir a dignidade: “Não é tirar o papel do Centro Pop, mas é agregar, melhorar e que seja atendida com dignidade”.

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