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Mãos que alimentam!

Ação Social Irmã Dulce na região de Heliópolis

Nos últimos anos a gravidade e precariedade de vida de tantas pessoas em situação de rua despertou a solidariedade de muitas comunidades em diferentes pontos da cidade de S. Paulo. Todas as quintas feiras à noite um grupo ligado às paróquias Sta. Edwiges e Sta. Paulina, na região de Heliópolis, se dirige à Baixada do Glicério. Tudo se inicia com um bate papo com as pessoas que aguardam e jogos e brincadeiras com as crianças que se juntam no local. Em seguida acontece a distribuição.

A preparação já começa na noite de quarta-feira e se estende à tarde de quinta, onde cerca de 13 pessoas preparam a comida, uma vez na comunidade Santo Antônio e outra na Santa Ângela. Jonata Schneider, estudante de teologia Redentorista e um dos coordenadores do projeto explica que a Ação social irmã Dulce nasceu da iniciativa de comunidades que embora pobres sentiram a necessidade de acolher o apelo de gente que tem fome em uma cidade que vive na opulência. Os Missionários Redentoristas, a partir da comunidade de teologia que se situa no Ipiranga, acolheram a iniciativa e ofereceram “apoio material e motivacional para esta missão”. Não é apenas comida, queremos “trazer os nossos sonhos, a nossa partilha de vida e esperança para as pessoas que necessitarem”, completa Jonata.

A opção inicial foi estar próximo da Sé, mas como a Prefeitura de S. Paulo com sua política higienista impedia a distribuição nas imediações, se dirigiram ao Glicério, bairro da área central de São Paulo. É uma oportunidade para incentivar o povo a lutar, exigir e os seus direitos. “Tentamos um modo de presença significativo, mas sabemos que a solução começa com políticas públicas adequadas", conclui Jonata. Para Leia Ribeiro e Kelly Diana de Souza é importante o sabor e a qualidade nutritiva da comida. “Aqui a gente come melhor do que em casa”.

Para Virginia Bueno, da comunidade Santa Ângela, o propósito é trabalhar por “mais solidariedade, mais justiça e responsabilidade afetiva social". Luis Davi, da comunidade Sto. Antônio afirma que vir semanalmente na Baixada do Glicério “é um ato de fé e solidariedade”. E espera dos políticos um outro olhar em relação às pessoas em situação de rua. A partilha, segundo ele, “é um ato de esperança de que o mundo irá melhorar”.

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