Reafirmar direitos da População em Situação de Rua
No Rio de Janeiro, teve formação, mobilização popular, ato público, celebração e iluminação do Cristo Redentor.

O Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua foi marcado, no Rio de Janeiro, por uma programação de formação, mobilização social, memória e defesa de direitos. Realizadas nos dias 18 e 19 de agosto, as atividades reafirmaram o protagonismo das pessoas em situação de rua e a necessidade de políticas públicas efetivas e permanentes.
No dia 18, no Ponto de Apoio, na Catedral Metropolitana aconteceu uma roda de conversa que abordou a formação popular e a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua, com a participação do Projeto Trilhas de Cuidado, da Fundação Oswaldo Cruz.
No dia 19, um painel discutiu a organização dos movimentos nacionais de luta e defesa dos direitos dessa população. Em seguida, pessoas em situação de rua, representantes de movimentos sociais e integrantes de 26 organizações participaram de uma mobilização na Cinelândia.
O ato incluiu um momento de memória, a leitura coletiva de um manifesto e a apresentação de reivindicações relacionadas à moradia, saúde, assistência social, segurança alimentar, trabalho, geração de renda e enfrentamento às diferentes formas de violência e violação de direitos. Entre as entidades organizadoras estavam o Fórum Permanente de Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua, a Casa Franciscana e a Pastoral do Povo da Rua.

Com uma celebração eucarística no Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor, presidida pelo Monsenhor Manuel de Oliveira Manangão, vigário episcopal para a Caridade Social encerrou a programação. Contamos ainda com o Coral Canto da Rua, formado por pessoas acompanhadas pela Pastoral do Povo da Rua e pela Rede Dom Helder Câmara.
Para Luiz Felipe da Silva, participante do Fórum e convivente dos serviços da Casa Franciscana do Rio de Janeiro é importante a luta por dignidade e contra a invisibilidade da sociedade e pelo próprio Poder Público. "Precisamos deixar de ser apenas um número na estatística e ter nossa dignidade e direitos respeitados", afirmou Felipe.
Ao final, o Cristo Redentor foi iluminado em vermelho, em memória das vítimas do “massacre da Sé”, representando a memória, resistência, solidariedade e compromisso com a dignidade humana.
Claudio Santos é integrante do Fórum Permanente em Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua do Rio de Janeiro





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