

Caminhar com quem nunca deixou de (r)existir
“É preciso gritar no ouvido das pessoas, já que sua surdez aparente é uma espécie de defesa, de autodefesa covarde e malsã. É preciso que se consiga despertar nos demais a vergonha de si mesmos, que se lhes substitua a autodefesa pelo auto enojamento” Mário Benedetti, em A Trégua (1960). A rua tornou-se o símbolo da resistência diante dos problemas que a vida impõe a milhares de pessoas. A cada dia, para um número crescente de brasileiros, ela passa a ser a única alternativa


"Uma pipa de esperança"
Nova vinheta do jornal O Trecheiro Comecei colocando a noite porque ela sempre chega, e pode ser iluminada. Tudo depende de como conduzimos esses caminhos. Também inseri o mapa de São Paulo, onde nasce o jornal O Trecheiro e onde se desenvolvem suas principais atividades. O sol representa esse lugar de esperança, de direção e de horizonte. É a luz que ilumina o caminho à frente. Por isso, as pessoas olham para o sol e seguem em frente, apesar de todas as dificuldades. As figu


“A Rua Foi Minha Madrasta e Minha Escola”
Vanilson da Silva revisita sua trajetória e destaca o papel histórico do Trecheiro Aos 52 anos, José Vanilson da Silva carrega no corpo e na memória quase três décadas vividas nas ruas de Natal. Militante do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR), poeta, educador e referência na luta por direitos, ele revive sua trajetória e analisa caminhos, retrocessos e esperanças na política pública voltada à população em situação de rua. Nesta entrevista, Vanilson comenta a import


“Mensageiro e Travesseiro”:
Samuel Rodrigues fala sobre o jornal que o acompanhou na luta O Trecheiro nasceu para ampliar a voz de quem caminha o país pelo asfalto, pelas ocupações, pelos centros, viadutos e abrigos. Nesses 35 anos, o jornal construiu uma relação íntima com a população em situação de rua — e, entre essas histórias, está a de Samuel Rodrigues, militante, poeta e liderança histórica do movimento. Nesta entrevista exclusiva, Samuel revisita como conheceu o Trecheiro, o impacto do jornal e


“Até que a pobreza seja um negócio de museu"
Praça Clovis Beviláqua, em São Paulo, é lugar de muitos encontros. Ali passei uma tarde com Paula Corinã Gonçalves Pereira. Há anos assumiu sua condição de trans. Toda manhã ela desmonta sua barraca e junta seus pertences antes que o rapa e a zeladoria da prefeitura façam seu giro e expulsem as pessoas em situação de rua do seu local de sobrevivência — parte da política higienista da prefeitura. Paula sobrevive a sol e chuva na praça que, há séculos, era habitada pelo povo Gu


Uma história de superação e luta
As ruas nos revela o imponderável. O ano era 2015, durante as conferências distritais de assistência social de Maceió, quando uma criatura rara cruza meu caminho com um discurso cortante, quase um grito de socorro. Hoje, como Rafaelly, pleiteando sua condição de delegada na Conferência Municipal de Assistência Social. A partir desse momento nasceu o que hoje conhecemos como uma das maiores lideranças e expressão política do Movimento Nacional da População em Situação de Rua


Mulheres em Situação de Rua: para Além da Violência
“A mulher que mora na rua precisa escolher seu estuprador, seu agressor, que vai defendê-la de outros agressores e estupradores”. Segundo dados de junho de 2026 do Cadastro Único, há no Brasil 392.389 pessoas em situação de rua. Desse total, 61.933 são mulheres. Apesar de representar 16% da população em situação de rua, as mulheres são desproporcionalmente as maiores vítimas de violência. Enfrentam desafios diários e extremamente duros, que incluem a gestão da higiene menstr


A cartografia invisível
10 anos de violência contra a população em situação de rua: algumas questões para reflexão e atuação em redes de direitos humanos O Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua/POLOS-UFMG) publicou recentemente o estudo intitulado “A cartografia invisível: 10 anos de violência contra a população em situação de rua”, resultado de uma estratégia metodológica inovadora de integração e cruzamento de bases de dados nacionais, especial


Quadro de dados do jornal O Trecheiro
"Diversidade temática das matéria foi crescendo!" Por Por José Vicente Kaspreski e Marina Torres Em comemoração aos 35 anos do jornal O Trecheiro, separamos algumas curiosidades sobre o jornal. Ao longo de sua trajetória, 314 edições já foram publicadas, das quais são 11 são especiais: Quanto aos temas publicados, manifestações e ações políticas são os mais recorrentes, o que está relacionado ao próprio propósito do Jornal O Trecheiro: informar o povo da rua de modo engajado






