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Edição 310


19 DE AGOSTO
“Sem memória, há o risco de que as vítimas sejam reduzidas a números ou esquecidas pela história.” Fotos: Alderon Costa / Rede Rua Por Luciana Marin Ribas e Marina Torres Desde o ano passado, o dia 19 de agosto ganhou um significado ainda mais profundo para os movimentos sociais, entidades de defesa dos direitos humanos e para a própria população em situação de rua. A data foi oficialmente instituída como o Dia da Luta da População em Situação de Rua, por meio da Lei nº 15.18

Redação
há 18 horas3 min de leitura


Editorial: Vida curta ao jornal O Trecheiro
Criação e composição: Rinaldo Santos | Uso de inteligência artificial na edição Chegamos à edição nº 311 e aos 35 anos de publicação do Jornal O Trecheiro. Nosso maior sonho, porém, continua sem se realizar: que o jornal deixe de ser necessário. Infelizmente, pouco mudou desde a primeira edição. Gostaríamos de escrever que ninguém mais perca a família, o trabalho e a moradia para sobreviver em calçadas, praças, viadutos, centros de acolhidas ou abrigos improvisados. Gostaríam

Editorial
há 2 dias2 min de leitura


Campanha Estadual Permanente contra a Tortura
"ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante" Foto: Alderon Costa / Rede Rua Lançada em 2024, no “Dia Latino-americano de Luta da População em Situação de Rua”, a Campanha Estadual Permanente contra a Tortura ganha força com o site e lançamentos em várias localidades, com objetivo de divulgar, articular, e efetivar a Campanha. O Objetivo da campanha é ação e conscientização para erradicar a tortura, um crime de lesa humanidade, praticado todos os

Redação
há 2 dias1 min de leitura


“MEU VOTO CONTA SIM"
“O exercício da cidadania começa pelo direito de opinar e ter uma posição diante das possibilidades de mudança que surgem a cada ano eleitoral” - O Trecheiro 1998 Edição 57 coluna Povo da rua espera alguma coisa A cada 4 anos temos a possibilidade de escolher um novo governante para o cargo de Presidente. É nessa função que pensamos em quem vai direcionar o Brasil, só que se a gente parar para pensar, estamos cada vez mais ouvindo falar de outros cargos que são tão importante

Luciana Carvalho
há 2 dias1 min de leitura


“Eu faria tudo de novo”
Como era o dia a dia em um dos hotéis do De Braços Abertos? Fotos: José Vicente Kaspreski Em 2014 a “Cracolândia” viu a implantação de um programa que ficou conhecido por seu modelo inovador de atendimento para as pessoas em situação de rua, que faziam uso abusivo de substâncias ou que apenas moravam nos entornos da Luz. Era o “De Braços Abertos” (DBA), criado durante a gestão do então prefeito Fernando Haddad, que tinha por finalidade garantir o acesso a direitos básicos (co

José Vicente Kaspreski
há 3 dias2 min de leitura


Vigia da Rua
Smart Sampa, mais um problema para quem vive em situação de rua Fotos Alderon Costa / Rede Rua Em São Paulo, as câmeras estão por todo lado: postes, prédios, estações, comércios e serviços públicos. Para muita gente, elas nem chamam atenção. Mas, para quem está em situação de rua, a rua não é só passagem, mas onde a vida acontece. Por isso, quando a cidade passa a ser vigiada por câmeras, precisamos perguntar: quem fica mais exposto? O que é reconhecimento facial? O reconheci

Iara Schiavi
há 3 dias3 min de leitura


O prêmio da Vida
“Aquele menino teve muitas derrotas no "sopro do tempo", até chegar no Arsenal da Esperança e ser conhecido como Locutor" Costumo dizer que o esporte é o prêmio da vida. É um dos mais fortes alicerces que o ser humano possui para sua longevidade. Já ouvi que o esporte é aquele nosso companheiro de todos os dias, que quando a gente mesmo não quer, ele não larga da gente. A grandeza desta ciência universal está no fato de que incrivelmente ela mexe com a nossas emoções. Poder z

Juliano Caetano de Araújo
há 3 dias3 min de leitura


Caminhar com quem nunca deixou de (r)existir
“É preciso gritar no ouvido das pessoas, já que sua surdez aparente é uma espécie de defesa, de autodefesa covarde e malsã. É preciso que se consiga despertar nos demais a vergonha de si mesmos, que se lhes substitua a autodefesa pelo auto enojamento” Mário Benedetti, em A Trégua (1960). A rua tornou-se o símbolo da resistência diante dos problemas que a vida impõe a milhares de pessoas. A cada dia, para um número crescente de brasileiros, ela passa a ser a única alternativa

Editorial
17 de ago.4 min de leitura


"Uma pipa de esperança"
Nova vinheta do jornal O Trecheiro Comecei colocando a noite porque ela sempre chega, e pode ser iluminada. Tudo depende de como conduzimos esses caminhos. Também inseri o mapa de São Paulo, onde nasce o jornal O Trecheiro e onde se desenvolvem suas principais atividades. O sol representa esse lugar de esperança, de direção e de horizonte. É a luz que ilumina o caminho à frente. Por isso, as pessoas olham para o sol e seguem em frente, apesar de todas as dificuldades. As figu
Joyce Souza
17 de ago.2 min de leitura


“A Rua Foi Minha Madrasta e Minha Escola”
Vanilson da Silva revisita sua trajetória e destaca o papel histórico do Trecheiro Aos 52 anos, José Vanilson da Silva carrega no corpo e na memória quase três décadas vividas nas ruas de Natal. Militante do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR), poeta, educador e referência na luta por direitos, ele revive sua trajetória e analisa caminhos, retrocessos e esperanças na política pública voltada à população em situação de rua. Nesta entrevista, Vanilson comenta a import

Luciana Marin Ribas
17 de ago.3 min de leitura


“Mensageiro e Travesseiro”:
Samuel Rodrigues fala sobre o jornal que o acompanhou na luta O Trecheiro nasceu para ampliar a voz de quem caminha o país pelo asfalto, pelas ocupações, pelos centros, viadutos e abrigos. Nesses 35 anos, o jornal construiu uma relação íntima com a população em situação de rua — e, entre essas histórias, está a de Samuel Rodrigues, militante, poeta e liderança histórica do movimento. Nesta entrevista exclusiva, Samuel revisita como conheceu o Trecheiro, o impacto do jornal e

Luciana Marin Ribas
17 de ago.2 min de leitura


“Até que a pobreza seja um negócio de museu"
Praça Clovis Beviláqua, em São Paulo, é lugar de muitos encontros. Ali passei uma tarde com Paula Corinã Gonçalves Pereira. Há anos assumiu sua condição de trans. Toda manhã ela desmonta sua barraca e junta seus pertences antes que o rapa e a zeladoria da prefeitura façam seu giro e expulsem as pessoas em situação de rua do seu local de sobrevivência — parte da política higienista da prefeitura. Paula sobrevive a sol e chuva na praça que, há séculos, era habitada pelo povo Gu

Arlindo Pereira Dias
17 de ago.3 min de leitura
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